Conversando com uma aluna (extremamente competente e dedicada) sobre orientações, pesquisa, etc, etc... Entramos em um diálogo que achei legal compartilhar aqui... ;-)
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O orientador é uma figura importante, mesmo que tenha somente 10% de responsabilidade sobre uma pesquisa. Não existem regras, mas alguns indicativos pra vc selecionar quem vai te introduzir no mundo da pesquisa.
1a. Carreira acadêmica. Qual a formação do cara, ou da cara, onde fez o mestrado, e o doutorado? Existe alguma ligação teórico-prática entre estes dois momentos formativos do pesquisador?
2ª As publicação dele são qualificadas e vinculadas à área em que se formou? Estão de acordo com as linhas de pesquisa do grupo de pesquisa a que pertence?
3ª Se atualiza? tem leituras contemporâneas? Escreve sobre a própria área? Quando foi o último livro que leu?
4ª É pro-ativo e cria oportunidades de agregar pessoas ao seu grupo? O que no final das contas nada mais é do que abrir espaço para que mais pessoas somem à sua área de estudo.
E por aí vai...
então veja, estou escrevendo em linhas gerais
mas são pequenas coisas que vc, ou qq aluno que queira ser pesquisador, deve considerar, quando fores escolher a tua área de pesquisa.
5ª Qual meu próximo passo acadêmico? esta área (da pesquisa de TCC) me prepara melhor para isto? Quero estudar ou trabalhar?
6ª Nro de oportunidades geradas para alunos se agregarem ao grupo... Quantas bolsas ele disponibiliza por ano (isto não tem a ver com ser bonzinho ou não, mas com ser um bom captador de recursos.)
7ª Que tipo de infraestrutura física inclusive o grupo te dará para pesquisa?
8ª Quais as oportunidades criadas no grupo para o convívio entre alunos de graduação, pós-graduação (lato e stricto sensu)?
Meu pai me dizia que "se você quiser jogar bem, tem que estar entre os que jogam melhor do que você, nem sempre por talento, mas por experiência...." Ah a sabedoria do velho!!! (é isso aí Ney Teixeira ;-) ).
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sábado, 12 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Entervista dada ao Jornal O Nacional em 11/03/2011
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> como vc tá vendo a tecnologia usada nas instituiçoes de ensino hoje?
É claro que não se trata de uma generalização e que existem experiências educacionais extremamente inovadoras e que extraem das tecnologias seu potencial comunicacional. Entretanto, de forma geral o que se coloca é uma situação de impasse entre uma instituição que a séculos está baseada em uma dinâmica unidirecional de comunicação, o professor que fala e o aluno que escuta/copia/reproduz, a escola, e uma sociedade onde as palavras-chave são colaboração, interatividade, descoberta, experimentação, comunicação. Características fundamentais a processos de aprendizagem que deveriam ocorrer, não só, mas também, na escola.
Outra questão, importante diz respeito à forma como vemos esta relação das tecnologias com o ambiente escolar. O que está em jogo não é a "utilização" dos computadores ou da internet, mas a "apropriação" delas. São conceitos diferentes. Utilização remete ao utilitarismo, o manuseio mecânico e limitado. A apropriação considera a história, as demandas e as habilidades dos alunos ou do grupo escolar, tendo uma dinâmica mais plástica e aberta. Utilizar remete à seguir passos pré definidos, enquanto que apropriar remete à descobrir alternativas contextualizadas e significativas.
Inclusive, e este pode ser um papo para outro momento, as tecnologias vão, em breve, colocar abaixo este nosso modelo de ensino reproducionista. ;-)
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> Quais são mais utilizadas?
É difícil apontar quais são as tecnologias mais utilizadas, entretanto, é possível intuir que a internet tem se consolidado como uma das mais recorrentes. Mas veja que depois de vários momentos governamentais, e não só, no sentido de informatização e conexão de ambientes de ensino, como por exemplo o Projeto Um Computador por Aluno, Programa Nacional de Banda Larga e o Programa Nacional de Informática na Educação, o Proinfo, a questão do acesso passa a ocupar um papel coadjuvante neste processo e entra em campo a forma de utiização, ou a apropriação das tecnologias, que não tem a ver com que tecnologia se usa, mas em que contexto. De qualquer forma, é possível apontar que, ainda, os jogos educacionais, na web ou não, são os campeões de audiência em nossas escolas. Agora, se a pergunta fosse acerca da utilização fora da escola, aí a resposta seria muito mais animada e promissora, recheada de ambientes de autoria e de relacionamentos que podem suportar processos extremamente complexos de aprendizagem.
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> os professores estão sabendo usá-las de modo adequado? se não, como poderiam ser melhor aproveitadas?
Partindo da ideia de apropriação, é fundamental que se deixe claro que é difícil definir formas de utilização das tecnologias. Entretanto, existem linhas gerais que podem ser obervadas no sentido de criar espaços e experiências favoráveis à aprendizagem. E isto pode se dar quando se observa, reconhece e se lança mão em nossas propostas didáticas do potencial comunicacional e interativo destas tecnologias, potencializados quando se dá liberdade aos alunos de criar a partir deles. O que se vê geralmente é a proibição de tudo aquilo que dá esta dinâmica reticular às tecnologias e que poderia ser um elemento fundamental de aprendizagem, os espaços de comunicação. Não é raro observar que em laboratórios escolares os primeiro recursos que são vedados são exatamente os que tem a ver com comunicação e interação, como, por exemplo, MSN, FaceBook, Orkut, etc, etc.
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> sabemos que tem escolas que já usam a lousa digital..o que acha dessa oportunidade de uso, uma vez que é um aparelho que nem todas instituiçoes podem adquirir?
Eu penso que o que está e jogo não é a tecnologia, mas a forma como é utilizada. Se forem utilizadas em um contexto de educação verticalizada e baseada no repasse de informações, não consigo vislumbrar vantagens. Peso que as instituições já possuem no seu interior, e na verdade no seu exterior tb, uma tecnologia extremamente revolucionária e que acaba por impor mudanças profundas em suas estruturas e em sua função social: A Internet. Não desqualifico qualquer outra tecnologia uma vez que até mesmo o bom e velho (literalmente) vídeo-cassete pode ser um instrumento pedagógico excepcional, mas a internet possui características que a qualificam como revolução e não como simples evolução, e todas estas características recaem sobre seu potencial autoral, interativo e comunicação e isto é aprendizagem!
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> para os alunos, essa é uma forma de entrar no cotidiano e atrair a atenção, já que os aparelhos, atualmente, são usados no momento de lazer??
Não acredito que a tecnologia vá ser a salvação de antigos "problemas" escolares como falta de atenção, desmotivação, défcit de aprendizagem, etc, etc. Inclusive, quando o aluno se depara com uma possibilidade limitada de utilização imposta por regras e filtros dentro da escola de uma tecnologia que ele utiliza livremente e criativamente fora dela o efeito pode, e será,contrário. Penso que a dinâmica de utilização das tecnologias por parte dos alunos fora da escola, deveria ser incorporada ao cotidiano escolar.
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> Em Passo Fundo, como tem visto a utlização da informática nas escolas...
Passo Fundo sem dúvida é um exemplo diferenciado no que se refere à tecnologia. E falo isto em função do contato que temos com as escolas municipais. Embora tenhamos muito a avançar, o município investiu não somente na informatização das escolas, mas em formação de professores, ação fundamental para que se efetive qualquer mudança na escola.
> como vc tá vendo a tecnologia usada nas instituiçoes de ensino hoje?
É claro que não se trata de uma generalização e que existem experiências educacionais extremamente inovadoras e que extraem das tecnologias seu potencial comunicacional. Entretanto, de forma geral o que se coloca é uma situação de impasse entre uma instituição que a séculos está baseada em uma dinâmica unidirecional de comunicação, o professor que fala e o aluno que escuta/copia/reproduz, a escola, e uma sociedade onde as palavras-chave são colaboração, interatividade, descoberta, experimentação, comunicação. Características fundamentais a processos de aprendizagem que deveriam ocorrer, não só, mas também, na escola.
Outra questão, importante diz respeito à forma como vemos esta relação das tecnologias com o ambiente escolar. O que está em jogo não é a "utilização" dos computadores ou da internet, mas a "apropriação" delas. São conceitos diferentes. Utilização remete ao utilitarismo, o manuseio mecânico e limitado. A apropriação considera a história, as demandas e as habilidades dos alunos ou do grupo escolar, tendo uma dinâmica mais plástica e aberta. Utilizar remete à seguir passos pré definidos, enquanto que apropriar remete à descobrir alternativas contextualizadas e significativas.
Inclusive, e este pode ser um papo para outro momento, as tecnologias vão, em breve, colocar abaixo este nosso modelo de ensino reproducionista. ;-)
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> Quais são mais utilizadas?
É difícil apontar quais são as tecnologias mais utilizadas, entretanto, é possível intuir que a internet tem se consolidado como uma das mais recorrentes. Mas veja que depois de vários momentos governamentais, e não só, no sentido de informatização e conexão de ambientes de ensino, como por exemplo o Projeto Um Computador por Aluno, Programa Nacional de Banda Larga e o Programa Nacional de Informática na Educação, o Proinfo, a questão do acesso passa a ocupar um papel coadjuvante neste processo e entra em campo a forma de utiização, ou a apropriação das tecnologias, que não tem a ver com que tecnologia se usa, mas em que contexto. De qualquer forma, é possível apontar que, ainda, os jogos educacionais, na web ou não, são os campeões de audiência em nossas escolas. Agora, se a pergunta fosse acerca da utilização fora da escola, aí a resposta seria muito mais animada e promissora, recheada de ambientes de autoria e de relacionamentos que podem suportar processos extremamente complexos de aprendizagem.
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> os professores estão sabendo usá-las de modo adequado? se não, como poderiam ser melhor aproveitadas?
Partindo da ideia de apropriação, é fundamental que se deixe claro que é difícil definir formas de utilização das tecnologias. Entretanto, existem linhas gerais que podem ser obervadas no sentido de criar espaços e experiências favoráveis à aprendizagem. E isto pode se dar quando se observa, reconhece e se lança mão em nossas propostas didáticas do potencial comunicacional e interativo destas tecnologias, potencializados quando se dá liberdade aos alunos de criar a partir deles. O que se vê geralmente é a proibição de tudo aquilo que dá esta dinâmica reticular às tecnologias e que poderia ser um elemento fundamental de aprendizagem, os espaços de comunicação. Não é raro observar que em laboratórios escolares os primeiro recursos que são vedados são exatamente os que tem a ver com comunicação e interação, como, por exemplo, MSN, FaceBook, Orkut, etc, etc.
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> sabemos que tem escolas que já usam a lousa digital..o que acha dessa oportunidade de uso, uma vez que é um aparelho que nem todas instituiçoes podem adquirir?
Eu penso que o que está e jogo não é a tecnologia, mas a forma como é utilizada. Se forem utilizadas em um contexto de educação verticalizada e baseada no repasse de informações, não consigo vislumbrar vantagens. Peso que as instituições já possuem no seu interior, e na verdade no seu exterior tb, uma tecnologia extremamente revolucionária e que acaba por impor mudanças profundas em suas estruturas e em sua função social: A Internet. Não desqualifico qualquer outra tecnologia uma vez que até mesmo o bom e velho (literalmente) vídeo-cassete pode ser um instrumento pedagógico excepcional, mas a internet possui características que a qualificam como revolução e não como simples evolução, e todas estas características recaem sobre seu potencial autoral, interativo e comunicação e isto é aprendizagem!
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> para os alunos, essa é uma forma de entrar no cotidiano e atrair a atenção, já que os aparelhos, atualmente, são usados no momento de lazer??
Não acredito que a tecnologia vá ser a salvação de antigos "problemas" escolares como falta de atenção, desmotivação, défcit de aprendizagem, etc, etc. Inclusive, quando o aluno se depara com uma possibilidade limitada de utilização imposta por regras e filtros dentro da escola de uma tecnologia que ele utiliza livremente e criativamente fora dela o efeito pode, e será,contrário. Penso que a dinâmica de utilização das tecnologias por parte dos alunos fora da escola, deveria ser incorporada ao cotidiano escolar.
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> Em Passo Fundo, como tem visto a utlização da informática nas escolas...
Passo Fundo sem dúvida é um exemplo diferenciado no que se refere à tecnologia. E falo isto em função do contato que temos com as escolas municipais. Embora tenhamos muito a avançar, o município investiu não somente na informatização das escolas, mas em formação de professores, ação fundamental para que se efetive qualquer mudança na escola.
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