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terça-feira, 19 de junho de 2012

A cibercultura e a formação do profissional do século XXI

Ontem conversei com os colegas do Instituto Federal Farroupilha campus Panambi sobre as novas demandas de formação do profissional em um contexto de cibercultura.

Foram ótimos momentos de reflexão, de descontração e, sobretudo, de estabelecimento de laços entre nossas instituições. Deste vez, em vez de escrever, vou disponibilizar alguns dos materiais que utilizei para que a reflexão fique por conta de cada um e de todos nós... ;-) Antes, uma foto do pessoal! Grande abraço e até breve!




quarta-feira, 6 de junho de 2012

Educação e desafios da conteporaneidade


Hoje estou participando do 2º Congresso Sergipano de Ciências. A promoção desta segunda edição do Congresso Sergipano de Ciência tem como motivação congregar pesquisadores sergipanos de diferentes áreas de conhecimento que desenvolvem pesquisas no campo das Ciências e Inovação Tecnológica, bem como estudantes de graduação e pós-graduação.

Fui convidado para participar da mesa "Educação e desafios da Contemporaneidade", quando pude estabelecer diálogos com a Profa. Dra. Lucia Amante (Universidade Aberta/Portugal), com o Prof. Dr. Glaucio José Couri Machado (UFS) e com o Prof. Dr. Carlos Magno Gomes (UFS). O argumento desenvolvido ficou em torno do potencial educacional das tecnologias contemporâneas e gostaria de poder sistematiza-lo, em forma de post de blog é claro, aqui.

O Conhecimento, enquanto fruto da inteligência, ou de processos inteligentes, se manifesta essencialmente na comunicação. Ainda, apontou que conhecimento, inteligência e comunicação são em diferentes níveis e perspectivas potencializados pelas tecnologias e suas diferentes características nos diversos momentos sócio-histórico-tecnológicos da humanidade.

A inteligência pode ser entendida como a capacidade dos indivíduos de abstração, de representação, de análise, de argumentação, de decisão, de percepção do mundo, de projeção no mundo, dereflexão, etc. Da mesma forma, é importante que se amplie a concepção de tecnologia para qualquer aparato não orgânico que o intelecto humano produziu para realizar suas atividades. Neste sentido, podem ser considerados como tecnologia: processos, técnicas, signos, sinais, objetos, aparatos, etc.

Dentre as principais tecnologias que de alguma forma impulsionara sobremaneira o conhecimento, enquanto processo inteligente que se manifesta na comunicação, podemos destacar a oralidade, a escrita e a informática, mas precisamente as redes, não de computadores, mas de sujeitos.

Cada uma delas possui características que infliuenciam diretamente na forma como construímos conhecimento. A oralidade, extremamente localizada no tempo e no espaço, ao tempo em que proporciona aos processos comunicacionais uma dinâmica altamente interativa, está restrito ao espaço geográfico que os interlocutores dividem e, qualquer pessoa que nele não estiver presente, fica a mercê de interpretação de outras pessoas que, fatalmente, não são capazes de resgatar toda a riquesa de detalhes do discurso ou do diálogo ocorrido. Tal dinâmica impacta diretamente na impossibilidade de complexificação dos discursos e, consequentemente dos debates, na velocidade de disseminação de informações, elemento base para a sistematização e posterior construção do conhecimento e, consequentemente para o avanço da ciência.

A escrita por sua vez ao tempo em que amplia o alcance do conhecimento e a complexificação dos discursos, retarda o processo de diálogo uma vez que os interlocutores estão em locais e tempos diferentes. Ainda, limita a plasticidade do discurso oral, violentando de certa forma, a hipertextualidade do pensamento humano. A tecnologia, por sua vez, ao mesmo tempo em que rompe definitivamente com as limitações espaço-temporais, possibilita que o alcance global e imediato de determinado conhecimento, pensando em algo já cristalizado em um texto, imagem, vídeo, etc,  e, ao mesmo tempo abre espaço para o estabelecimento de diálogo imediato, de contraposição teórica, de aprofundamento e de estabelecimento de relações dialógicas entre as pessoas.

Desta persopectiva, as tecnologias digitais de rede ampliam sobremaneira a possibilidade de construção de conhecimento, de manifestações inteligentes e de avanço da ciência, em qualquer área, inclusive as humanas. Faço este destaque uma vez que é evidente que as ciências que tratam do psique humano, do pensamento, do cognitivo, do social e coletivo, do filosófico e do histórico, sentem-se à vontade quando os movimentos intelectuais se dão na oralidade ou na escrita, mas demonstram claro desconforto quando se trata de tecnologias digitais de rede.

Bem, meu objetivo é trazer esta situação para que possamos debater... ;-)

Adriano, Lúcia e Gláucio.



segunda-feira, 4 de junho de 2012

E quando hollywood se antecipa? 3.0


Neste caso específico, o título do post ficaria melhor com outra palavra que não "antecipa", mas tudo pela busca de encadeamento entre os diferentes nós da rede do blog. O filme que vimos hoje em Informática na Sociedade - umas das estratégias didáticas utilizadas para a síntese de conceitos tratados em sala - mais do que antecipar, chama atenção para questões complexas da sociedade e que ganham ainda maior destaque no mundo informatizado e conectado.

Dentre elas, a inadequação da propriedade do conhecimento representada em softwares proprietários, em livros copyright, em patentes que são fruto do conhecimento da humanidade e, portanto, a ela pertencem. Ainda, embora seja de 2001, abre espaço para discussões que tem se amplificado em especial nos últimos 2 anos, referentes à privacidade e à pirataria [Ver post relacionado]. Retrata também que na área de TI, o conhecimento se sobrepõe à questões ligadas à formação acadêmica, idade e empresas a medida em que, segundo o vilão do filme, dono de uma grande empresa de software: "Neste negócio, qualquer menino em qualquer lugar do mundo com uma boa ideia pode nos tirar do negócio".

O filme também traz algo que para 2001 não era assim tão evidente, a demanda por conectividade e mobilidade, através da conexão de qq aparelho a qq outro a fim de criar um grande cérebro global, alimentado por cada pessoa conectada à Synapse.

Trata-se do filme Antitrust de 2001, escrito por Howard Franklin e dirigido por Peter Howitt. No filme, "Milo (Ryan Phillippe) é um jovem gênio da informática, que namora uma artista (Claire Forlani) e tem um futuro brilhante pela frente. Ele está prestes a abrir uma nova empresa juntamente com seu amigo Teddy, até que recebe uma proposta irrecusável para trabalhar na empresa de seu ídolo, Gary Winston (Tim Robbins). Milo aceita a oferta, mas logo descobre que a empresa em que agora está trabalhando tem sérias implicações com a lei antitruste americana." [Mais informações 1 / Mais informações 2 / Mais informações 3]






"O CONHECIMENTO HUMANO PERTENCE AO MUNDO"

Outros posts sobre filmes:

Sobre hackers, inovação e cinema
TERÇA-FEIRA, 27 DE MARÇO DE 2012

E quando Hollywood se antecipa? 2.0
SEGUNDA-FEIRA, 24 DE OUTUBRO DE 2011

E quando Hollywood se antecipa?
QUARTA-FEIRA, 11 DE MAIO DE 2011