O papel da internet no exercício da cidadania!

Coluna de outubro 2014 - Revista Somando
Adriano Canabarro Teixeira
Doutor em Informática Aplicada a Educação, pós-doutor em Educação, professor e pesquisador do Curso de Ciência da Computação e dos cursos de Mestrado e Doutorado em Educação da UPF.
Contato: teixeira@upf.br

Como não poderia deixar de ser, a coluna de outubro trata de uma das manifestações máximas de cidadania: a escolha de nossos representantes políticos. Para ser bem exato, quero trazer algumas informações técnicas que podem tornar o processo muito mais tranquilo para cada eleitor.
Para começar, quero comentar um pouco sobre a tecnologia que envolve a utilização de urnas eletrônicas, aparelhos cuja segurança é sistematicamente questionada. Segundo o Senado Federal, o software da urna é composto de uma versão, desenvolvida pelo TSE, do sistema Linux. Seis meses antes das eleições o código é liberado para que os partidos políticos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público possam verificar o sistema em busca de possíveis falhas. Representantes desses órgãos assinam digitalmente os programas compilados, testados e assinados pelo TSE.
As versões finais dos sistemas eleitorais são gravadas em mídia não regravável, lacradas fisicamente e armazenadas na sala-cofre do tribunal. Antes da votação, os dados da zona e da sessão eleitoral, além dos dados dos candidatos, são carregados na urna. No momento do voto, a única informação relacionada ao eleitor que permanece gravada é se ele votou ou não. Não existe, portanto, nenhuma possibilidade de vincular os votos aos eleitores.
Após o encerramento da votação, o boletim de urna, o registro digital do voto, os eleitores faltosos, as justificativas eleitorais e o registro de eventos permanecem gravados. Todos os arquivos são assinados digitalmente. O boletim de urna, além de assinado, é criptografado, isto é, sobre ele é aplicado um conjunto de técnicas capazes de esconder as informações de acesso não autorizado. Resumindo, a urna é segura!
Outra dica rápida, porém não menos importante, diz respeito à possibilidade de utilizarmos a internet para nos ajudar a escolher nossos candidatos. Para não incorrer em nenhum deslize pré-eleitoral, vou indicar somente dois sites: o primeiro é http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2014, no qual você pode encontrar todas as informações sobre as eleições, incluindo os próprios candidatos. O segundo site, http://www.politicos.org.br/, tem por objetivo criar um ranking dos políticos brasileiros na esfera federal. Todos os dados apresentados no site são de origem oficial pública, considerando, inclusive, que a maioria desses dados provém diretamente do site do Congresso. Cada político começa com duzentos pontos e, de acordo com os dados obtidos, ganham ou perdem pontos. São consideradas válidas somente as informações vindas de fontes oficiais, como sites governamentais e de veículos de mídia de primeira linha.
É importante, ainda, lembrar que o ato de votar é uma forma concreta de contribuir com a transformação de um país (a esperança  deve ser a última a morrer ;-) ). Assim, informe-se sobre seus candidatos e faça a sua parte... Ah, e pode contar com a internet!


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